A SAGA CREPÚSCULO

Esse blog é pra minha filha Lana Tyler, para que ela tenha sempre uma lembrança de uma fase super legal da vida dela...onde personagens de livros e filmes se transformam nos seus amores de verdade.
Ela ama a Saga Twilight e é totalmente Team Edward.
Tem fotos, trechos dos livros e fotos do Robert Pattinson que ela amaaaaaaaa.

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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

FIM DE CREPÚSCULO - EDWARD E BELLA DANÇANDO NO BAILE




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LIVRO CREPÚSCULO - EPÍLOGO: UMA OCASIÃO

"A lua já estava no céu, visível através das nuvens, e o rosto pálido dele brilhava na luz
branca.
Sua boca estava dura, seus olhos confusos.
"O ponto?" eu perguntei suavemente.
Ele me ignorou, olhando para a lua.
"É o crepúsculo, de novo", ele murmurou. "Outro final. Não importa quanto os dias
sejam perfeitos, eles sempre têm que acabar".
"Algumas coisas não têm que acabar", eu murmurei por entre os dentes, subitamente
tensa.
Ele suspirou.
"Eu te trouxe para o baile", ele disse lentamente, finalmente respondendo a minha
pergunta. "Porque eu não queria que você perdesse nada. Eu não quero que a minha
presença tire nada de você, se eu puder evitar. Eu quero que você seja humana. Eu
quero que você viva a sua vida como se eu tivesse morrido em 1918 como eu deveria
ter morrido".

"Nós ficamos quietos por um instante; ele olhava para a lua e eu olhava para ele. Eu
queria que houvesse alguma forma de explicar pra ele o quanto minha vida humana
era desinteressante.
"Você me diz uma coisa?", ele me perguntou, olhando pra mim com um leve sorriso.
"Eu não digo sempre?"
"Só me prometa que você vai dizer", ele insistiu, sorrindo.
Eu sabia que ia me arrepender disso quase instantaneamente. "Tá bom".
"Você pareceu honestamente surpresa quando soube que eu estava te trazendo pra
cá", ele começou.
"Eu estava", eu interferi.
"Exatamente", ele concordou. "Mas você devia ter outra teoria... eu estou curioso -
para o que você pensou que eu estivesse me vestindo?"
Sim, arrependimento instantâneo. Eu curvei os lábios, hesitando.
"Eu não quero te dizer".
"Você prometeu", ele protestou.
"Eu sei".
"Qual é o problema?"
Ele sabia que era pura vergonha que estava me segurando. "Eu acho que vai te deixar
com raiva - ou triste".
As sobrancelhas se juntaram sobre os olhos dele enquanto ele pensava nisso. "Eu
ainda quero saber. Por favor?"
Eu suspirei. Ele esperou.
"Bem... eu achei que fosse algum tipo de... ocasião. Mas eu não achei que fosse uma
coisa tão humana... baile!" eu ridicularizei.
"Humana?", ele perguntou vazio. Ele se prendeu na palavra chave.
Eu olhei pra baixo para o meu vestido, dedilhando um pedaço de chiffon. Ele esperou
em silêncio.
"Tudo bem", eu confessei rapidamente. "Então eu estava esperando que você tivesse
mudado de idéia... que você fosse me mudar, afinal".
Uma dúzia de emoções passou pelo rosto dele. Algumas eu reconheci: raiva... dor... e
então quando ele pareceu se recompor a expressão dele ficou divertida.
"E você pensou que isso seria uma ocasião black-tie, não pensou?" ele zombou,
tocando a lapela do paletó do smoking dele.
Eu fiz uma carranca pra esconder minha vergonha. "Eu não sei como essas coisas
funcionam. Pra mim, pelo menos, parecia mais racional do que um baile". Ele ainda
estava sorrindo. "Não é engraçado", eu disse.
"Não, você está certa, não é", ele concordou, o sorriso desaparecendo. "No entanto,
eu preferia tratar disso como uma piada, do que acreditar que você estava falando
sério".
"Mas eu estou falando sério".
Ele suspirou profundamente. "Eu sei. Você quer mesmo tanto assim?"
A dor estava de volta nos olhos dele. Eu mordí meu lábio e afirmei com a cabeça.
"Tão pronta para isso ser o fim", ele murmurou, quase pra sí mesmo.
"Pronta para esse ser o último crepúsculo da vida dele, apesar da sua vida estar só
começando. Você está pronta pra abrir mão de tudo".
"Não é o fim, é o começo", eu discordei por baixo do meu fôlego.
"Eu não valho a pena", ele disse tristemente.
"Você se lembra de quando me disse que eu não me via muito claramente?", eu
perguntei, erguendo minhas sobrancelhas. "Você obviamente tem o mesmo problema".
"Eu sei o que eu sou"."

""Você está pronta agora, então?", ele perguntou.
"Umm", eu engoli seco. "Sim?"
Ele sorriu e inclinou sua cabeça lentamente até que seus lábios frios passaram na
minha pele, bem abaixo do contorno da minha mandíbula.
"Agora mesmo?", ele sussurrou, a respiração dele estava fria no meu pescoço. Eu me
arrepiei involuntariamente.
"Sim", eu sussurrei, assim minha voz não teria a chance de falhar. Se ele achasse que
eu estava blefando, ele ficaria decepcionado. Eu já havia tomado a decisão, e tinha
certeza. Não importava que o meu corpo estivesse rígido feito uma tábua, minhas
mãos curvadas nos punhos, minha respiração descompassada...
Ele gargalhou sombriamente, e se afastou. O rosto dele parecia desapontado.
"Você realmente acredita que eu desistiria assim tão fácil", ele disse com um leve tom
de divertimento na voz dele.
"Uma garota pode sonhar".
As sobrancelhas dele se ergueram. "É com isso que você sonha? Ser um monstro?"
"Não exatamente", eu fiz uma careta pela escolha das palavras dele.
Monstro, realmente. "Eu sonho mais em estar com você por toda a eternidade".
A expressão deve mudou, se suavizou e ficou triste pela súbita dor na minha voz.
"Bella". Seus dedos lentamente traçaram os contornos dos meus lábios. "Eu vou ficar
com você - isso não é o suficiente?"
Eu sorri por baixo dos dedos dele. "Suficiente por enquanto".
Ele fez uma careta pela minha tenacidade. Ninguém ia se render essa noite. Ele
exalou, e o som foi praticamente um rosnado.
Eu toquei o rosto dele. "Olha", eu disse. "Eu te amo mais do que tudo no mundo junto.
Isso não é o suficiente?"
"Sim, é suficiente", ele respondeu sorrindo. "Suficiente pra sempre".
E ele se inclinou pra tocar a minha garganta com seus lábios frios mais uma vez."

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